quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Tassel Leque

Gente! Olha só que lindo esse brinco! concordam?
Não tem como não reparar, como não amar, como não querer um desses...
Um não! Vários já que as cores são incríveis.
Já vimos o tassel franjas aparecer em outras estações, porém agora ele volta totalmente repaginado, como um leque! É fácil dizer que ele é o complemento para qualquer produção, e faz toda diferença no seu look!!!
E já sabe quem está crazy in love por eles como a gente, né? As famosas, claro! :)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Tattos Femininas Significados

 
Andorinhas
As andorinhas são aves que durante toda a vida possuem um único parceiro. Por isso elas remetem à lealdade e fidelidade. Além disso, as andorinhas também significam a esperança de voltar pra casa, pois são pássaros que não voam para lugares longes de terra firme.
 
Dente de leão
O dente de leão é uma planta comumente encontrada em jardins e gramados. Pequena e frágil, a principal característica dessa flor é a dispersão de suas sementes, que são levadas pelo vento e florescem novamente em outros lugares. Justamente por esse motivo, o dente de leão carrega um significado de liberdade, otimismo e esperança.
 
Âncora
Obviamente que estão ligadas diretamente ao mar, mas de uma forma geral a âncora denota certo tipo de segurança, de algo que parece oferecer tranquilidade e estabilidade.
 
 
Bússola
A bússola é um instrumento de navegação que guiou milhares de homens e mulheres por muito tempo, em épocas em que nem se sonhava com os modernos aparelhos tecnológicos de hoje em dia.
No mundo das tatuagens, os desenhos de bússola têm uma série de significados, como os caminhos escolhidos ao longo da vida, orientações e até mesmo a paixão por viagens e aventuras.

 
Escritas
Existe uma infinidade de frases. São muito pessoais. Na minha opinião, ficam ainda mais belas quando escritas em inglês. Fica difícil escolher em qual parte do corpo escreve-la, já que fica linda em praticamente todas as possibilidades.
 
 

 
 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nove bons motivos para praticar Muay Thai


1_ Aptidão física de campeão
Por exigir bastante do corpo, o treino do Muay Thai é uma ótima alternativa para melhorar a forma e o condicionamento físico "Aptidão física é o preparo do corpo para realização de esforços intensos, composta por quatro grupos de variáveis: composição corporal (percentual de gordura, circunferências da cintura e massa corporal, por exemplo), força e resistência muscular (capacidade de realizar agachamentos, flexões de braço e abdominais), condicionamento cardiorrespiratório (habilidade de realizar corridas, trotes, lutas sem fadiga ou cansaço precoce) e flexibilidade (que envolve a realização de movimentos com boas amplitudes sem dificuldades ou limitações por músculos encurtados ou articulações 'travadas')", explica o professor de Educação Física e especialista em artes marciais Fabricio Boscolo Del Vecchio.  

2_ Autoestima nas nuvens

Para Fabricio Del Vecchio, o Muay Thai também é capaz de aumentar a autoestima de quem pratica. "Praticando um esporte de combate, a pessoa passa a se sentir mais segura e confiante, a sua autoestima melhora e ela exibe maior disposição para enfrentar os desafios da vida", afirma o professor. Mas, calma, isso não quer dizer que a prática do Muay Thai em si não prepara a pessoa para a autodefesa, contra assaltos e violência urbana. "O que a pessoa aprende é a se cuidar mais e a se expor menos no dia a dia", esclarece Fabricio.

3_ Metabolismo mais rápido

Um dos segredos de um metabolismo rápido é a prática de atividade física - ainda mais se for bem intensa, como o Muay Thai. É essa intensidade que, para o mestre André Gomes, da Federação Paulista de Muay Thai, garante um metabolismo veloz. "A pessoa faz esforços intensos e, para conseguir realizá-los, precisa de bastante energia, ou seja, o organismo necessita trabalhar mais para proporcionar energia suficiente para as atividades", explica o profissional.

4_ Alto gasto calórico

Para tirar a limpo o gasto calórico dessa atividade, pesquisadores da Universidade de Cagliari, na Itália, simularam uma luta de Muay Thai - três rounds de três minutos cada, com um minuto de intervalo entre eles. Ali, os lutadores aplicaram seis ataques (joelhadas, cotoveladas, socos e chutes) e, depois, realizaram seis defesas de modo ininterrupto.

Segundo os lutadores que participaram do estudo, a simulação reproduziu cerca de 80% do que a luta é de fato. Nesse período de nove minutos, o gasto calórico foi de, aproximadamente, 14 calorias por minuto - ou seja, 126 calorias ao todo. "Parece pouco, certo? Mas se multiplicarmos a média das calorias da sessão (11 calorias/min) por 50 minutos de exercícios, considerando os intervalos de um minuto, teremos 550 calorias provindas do sistema aeróbio, o que é bastante para um treino", calcula Fabricio Del Vecchio.

Considerando que um treino dessa modalidade costuma durar uma hora e meia e envolve outras atividades que não apenas o combate, o gasto calórico pode aumentar ainda mais. "Um aluno pode queimar de 1000 a 1500 calorias, dependendo do ritmo da aula e de seu metabolismo", afirma o mestre André Gomes.

5_ Sistema imunológico blindado

A prática do Muay Thai traz melhorias até mesmo no sistema imunológico em longo prazo. A atividade exige bastante do corpo, preparando-o para estímulos cada vez mais fortes. Em curto prazo, no entanto, é o efeito inverso que acontece. "Um único treino ou uma semana mais puxada de treinos isoladamente podem causar uma queda de imunidade", conta Fabricio. ?Por isso, se você pegar muito pesado em um treino ou em uma semana, tente ir mais leve nas próximas oportunidades, para dar tempo de o seu organismo se recuperar do estímulo anterior e, então, estar pronto e disposto para um nível superior de exigências.?

6_ Músculos mais torneados

Nem um, nem dois grupos musculares: o Muay Thai desenvolve diversos músculos de uma só vez! "Por trabalhar com muitos chutes e joelhadas, a modalidade oferece excelente desenvolvimento para os membros inferiores, glúteos e parte central, que compreende abdome e região lombar", garante Fabricio Del Vecchio. Mas o professor lembra que, se você também quiser trabalhar os músculos superiores, basta conversar com seu mestre para incluir séries de exercícios especiais.

7_ Corpo mais flexível

Quando uma pessoa pouco flexível procura o Muay Thai, ela costuma perceber uma grande melhoria. "Há ganho na flexibilidade dos músculos lombares, posteriores da coxa, flexores e extensores dos quadris, em especial porque os gestos da modalidade e os exercícios realizados no início e ao final dos treinos acabam estimulando diferentes amplitudes de movimento que, com a prática, proporcionam estes ganhos", afirma o professor da UFPel.

8_ Mais força e agilidade

Para ganhar mais força, o treino do Muay Thai conta com exercícios calistênicos - que usam o próprio peso do corpo sem aparelhos, como polichinelo - e de resistência muscular localizada - abdominais e flexões de braço. A força também pode vir do treino nos aparadores e nos sacos de pancada. Já a velocidade vem da parte chamada de "luvas", quando os companheiros de treino lutam entre si. "Nessa parte, estimula-se a velocidade de reação, a resistência e a agilidade, com o aprendizado dos gestos e melhor condicionamento", diz Fabricio Del Vecchio. "É ali que a técnica é colocada em ação, aumentando ainda mais o sucesso."

9_ Coordenação motora afiada

Não são todos que conseguem chutar ou defender com o lado esquerdo do corpo. Segundo o professor Fabricio Del Vecchio, o exercício mental exigido pelo Muay Thai é grande. "O estímulo à interação entre Sistema Nervoso Central e o Aparelho Locomotor (ossos, músculos e articulações) é o que proporcionará esse desenvolvimento", afirma o especialista. Como? "A partir da execução de socos com o seu braço não dominante, por exemplo, e bloqueio de chutes com a sua perna mais fraca, sem perder o equilíbrio."



Fonte:http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/14643-nove-bons-motivos-para-praticar-muay-thai/7

Filmes que marcaram minha infância: Anos 90

Edward Mãos de Tesoura
 É um filme de 1990, dos gêneros romance e fantasia, dirigido por Tim Burton, com roteiro baseado em história do mesmo e de Caroline Thompson. Foi estrelado por Johnny Depp e Winona Ryder.
 
A Princesinha
 É um filme de drama de 1995 dirigido por Alfonso Cuarón, estrelado por Liesel Matthews, Eleanor Bron, Liam Cunningham, e Vanessa Lee Chester.
 
 
O Jardim Secreto
É um filme estadunidense de 1993, do gênero drama dirigido por Agnieszka Holland, baseado na obra de Frances Hodgson Burnett, autora de A Princesinha e o Pequeno Lorde.
 

Bom dia!!!

Bora começar a semana no ritmo com essa tartaruga super empolgada? Boa semana, meus amores! ♥

domingo, 24 de agosto de 2014

Linguagem e Expressão Corporal

 
 
 (Jhonny Deep _Mestre em Artes Cênicas.)
  
Você não precisa falar para passar uma impressão para as outras pessoas. O corpo "fala" através de gestos, expressões faciais e posturas. Especialistas afirmam que aproximadamente 93% de toda a comunicação humana é não verbal. 55% da comunicação é feita sem a utilização de palavras, ou seja, está relacionada com posturas, expressões faciais e gestos. A sonoridade e vocalização (tom de voz, ritmo e velocidade de fala) também são importantes e correspondem a 38% das mensagens transmitidas.
A postura dos braços, pernas, cabeça e a expressão facial podem transmitir vários sentimentos. Por exemplo: se uma pessoa não mantém contato visual enquanto outra pessoa está falando com ela, isso pode querer dizer que ela não está interessada na conversa ou na pessoa. Por outro lado, quando uma pessoa está com os braços cruzados, essa postura pode ser considerada defensiva, revelando insegurança. A distância entre o locutor e interlocutor também pode indicar tensão entre os dois.

Existem vários especialistas que se dedicam ao estudo da linguagem corporal, e podem identificar os verdadeiros sentimentos de uma pessoa, que muitas vezes não coincidem com o que a pessoa fala. O psicólogo estadunidense Paul Ekman é reconhecido como o maior especialista em expressões faciais. O seu trabalho influenciou a criação do seriado Lie to Me, onde um grupo treinado resolve vários crimes através da observação da linguagem corporal dos vários suspeitos. De acordo com alguns especialistas, existem 15 sinais da linguagem corporal para identificar uma mentira.

A psicóloga social Amy Cuddy, afirma que a nossa postura não só pode mudar a opinião dos outros sobre nós, mas também influencia a visão que temos de nós mesmos. Cuddy também identifica posturas poderosas e não poderosas, que podem ter impacto positivo ou negativo na nossa autoestima. Uma postura adequada pode contribuir em vários cenários, como entrevistas de emprego, por exemplo.

Linguagem corporal e gestual

É importante não confundir linguagem corporal com linguagem gestual. A linguagem gestual é mais objetiva, sendo que cada gesto tem um significado próprio, que foi estabelecido por convenção. Na linguagem corporal, uma certa postura ou gesto são mais subjetivos, podendo ou não revelar uma atitude mental ou física.

O vídeo abaixo é a prova de que é possível contar uma história e emocionar uma plateia sem dizer se quer uma palavra... Vale à pena conferir!!!



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Moda Fitness: Com que roupa eu vou?

Não é novidade pra ninguém que nós mulheres simplesmente adoramos umas comprinhas não é verdade?!
Difícil é diferenciar vontade de necessidade; porque se depender da vontade feminina o consumismo fala mais alto. Tão indispensável quanto ter no seu closet looks bacanas para o trabalho por exemplo, é ter looks para malhar, se exercitar, enfim... Afinal quem se ama, se cuida e se for pra se cuidar que seja com estilo.
Ninguém precisa malhar com aquela camiseta enorme que parece que pegou emprestada do marido :P, mas também não precisa chamar atenção da academia inteira desconcentrando o treino de todos. O Ideal é sentir-se confortável e bonita e o mais importante: sem pesar no bolso.

 
Para os dias frios as polainas são uma ótima opção para usar por cima da legguing ou até mesmo com o short.
 
 
E por falar em short, esse short saia é tudo!!!
 
Plus size
Muitas mulheres gordinhas acham que nenhum modelito de ginástica é apropriado ao seu corpo e acabam até mesmo vendo a moda fitness como uma grande vilã.

Mas com a evolução do segmento plus size, ir à academia com um visual moderno não é mais um privilégio apenas das mulheres magras. Hoje é possível encontrar uma grande variedade de opções na moda fitness para gordinhas, com modelagens e tecidos modernos e que valorizam o formato do corpo.

Tops, regatas e calças justinhas são itens liberados no guarda-roupa de uma mulher plus size, afinal tudo é uma questão de bom senso e de como você se sente usando determinado estilo ou peça. O fato de terem uns quilinhos a mais não as impede de usarem peças sexy.

É indicado, em primeiro lugar, procurar uma peça com tecido mais firme para dar segurança suficiente na hora da malhação. Modelagens e recortes diferenciados fazem toda a diferença para quem procura uma roupa adequada ao corpo.

Camisetas e regatas com comprimento que chegam na altura do começo do quadril são peças-chave para compor o look, pois além de alongar a silhueta disfarçam a região do quadril.

Para fugir do preto, diversas outras cores também podem emagrecer como vinho, azul marinho, verde militar, tons de roxo e marrom são ótimas opções. Detalhes na vertical como zíperes e faixas alongam a silhueta e modernizam o visual.

Lembre-se! Deixe de lado peças que pareçam dois números a mais do que o que o seu manequim. Muito mais do que tentar esconder suas imperfeições, o ideal é realçar o que seu corpo tem de melhor e isso pode ser feito facilmente escolhendo o look certo.
 
Pra quem quer malhar com estilo e arrasar no treino, indico http://www.mulherelastica.com.br/
  lá você vai encontrar looks perfeitos!
  além de lindas peças, são também acessíveis.
 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Amélia X Independente

Encontrar equilíbrio em meio à tantas tarefas e obrigações diárias não parece ser uma tarefa fácil.
As mulheres que o digam. Ser mãe, esposa, dona de casa, funcionária ou empresária, enfim... Embora atualmente existam infinitas tecnologias criadas à fim de facilitar a nossa vida, fazendo tudo ser o mais rápido e conveniente possível, ainda assim, desempenhar tantos papéis ao mesmo (e pouco tempo), tem sido um desafio para as mulheres.
 

O feminismo  é um movimento que teve origem no ano de 1848, na convenção dos direitos da mulher em Nova Iorque. O movimento abriu portas para a conquista dos direitos iguais. Entre eles os trabalhistas.
 
A mulher é tão capaz quanto o homem, o problema é que o que mudou foi a "Dona de casa" que passou a trabalhar fora, ajudar o marido a pagar as contas e ser de certa forma independente.  Mas nem sempre o marido tem a consciência de que trabalhando assim como ele, a mulher também passa a maior parte do tempo fora de casa e precisa que ele também ajude ao menos mantendo a organização da casa, que passa a ser limpa uma vez por semana, para ser mais clara na folga da mulher. 
Dedicar-se inteiramente a casa e a família assumindo assim o papel de "Amélia" ou Conquistar independência e ser uma profissional bem sucedida? Eis a questão. Elas decidiram provar para elas e para o mundo que sim elas conseguem conciliar as duas opções.
Imagine a rotina de uma "Amélia"...  O seu dia resume-se em lavar, passar, cozinhar e pensar o que mais pode fazer para agradar o marido.  Eu imagino que em alguns momentos ela se pergunta "Se eu escolhesse uma profissão para atuar qual seria?" ou então "Como seria se eu não precisasse pedir dinheiro ao marido para comprar o meu shampoo?"
 
Agora imagine a rotina de uma mulher "independente"... O despertador toca e ela pensa... "Só mais cinco minutos." Levanta, lava o rosto, escova os dentes, abre o closet e adivinha? As roupas caem em cima dela como um tsunami. Mas ela não desiste de procurar as peças para fazer a combinação que tinha em mente. Aquela blusa azul que ela comprou na promoção e fez em 10 vezes sem juros no cartão de crédito, mas valeu à pena, afinal ela valoriza os seios e faz parecer que ela nunca amamentou na vida. E a calça jens que ela precisa deitar na cama e depois dar uma "dançadinha" para fechar o zíper porque ela não admite passar do manequim 42 para o 44. Como se não bastasse, nem sempre o marido acorda com o despertador e as vezes ela precisa dar uma forcinha literalmente. Vestida ela vai para a cozinha prepara o café da família pensando o que vai fazer para o jantar. Enquanto ela acorda as crianças o leite derrama no fogão. Todo aquele trabalho e o café em família não dura mais do que cinco minutos. Ela pega a bolsa, as crianças as mochilas e eles entram no carro. Já o marido prefere ir de moto. Ela deixa as crianças na escola. Para na sinaleira e aproveita pra fazer a maquiagem. Chega no trabalho e todos estão com uma cara de que passaram a semana toda chupando manga. Descasca uns dez abacaxis até a hora de voltar pra casa. Mas antes ela precisa passar na escola para pegar as crianças. Chegando em casa precisa colocar a roupa na máquina, ajudar as crianças no dever de casa e preparar a janta. Em seguida o marido chega e diz a ela que teve um dia difícil. Eles jantam ela coloca as crianças no banho e depois pra dormir. Então ela toma o seu banho. Enquanto isso o marido já está a sua espera. Ela ainda precisa ter disposição. Nesse momento ela aproveita para fazer a combinação em mente do dia seguinte.
 
A mulher é capaz e pode sim fazer muitas coisas. Mas precisa reconhecer que não é a "Mulher Maravilha". Muitas vezes a mulher acaba não tendo tempo para cuidar de si mesma, acaba dando atenção demais a algumas coisas e outras passam despercebidas. E ela percebe que certas situações fogem do seu controle, fazendo com que ela se sinta frustrada em certas áreas. É preciso cuidado ao estabelecer sua rotina. A mulher precisa pesar suas escolhas, saber diferenciar vontades de necessidades.
Estabelecer suas prioridades, metas e datas. Saber o que se quer, e onde se quer chegar, faz toda a diferença. E lembre-se: Adiar escolhas pode lhe custar tudo. Mulher você pode ser o que você quiser. Nunca permita que ninguém diga o contrário.
 
(...) Sentindo a catástrofe, mas sabe que pode voar pra longe (...)
(...) Oh, ela tem os pés no chão (...)
(...) Oh, ela tem a cabeça nas nuvens (...)
Girl On Fire_Alicia Keys

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eu Posso Usar Imagens Que Eu Acho na Internet?

A melhor prática para se criar um post com um visual e uma aparência bem interessantes é combinar o texto, bem escrito, com imagens bem colocadas e organizadas que se encaixam no conteúdo do seu post. É óbvio que existe milhões e milhões de imagens de “graça” na internet para quem quiser usar, mas a questao è: eu como um bloguer, posso fazer uso dessas  “imagens”?
A maioria dos países, incluindo o Brasil, tem uma lei restrita de direito autorais e direitos de cópias. O que isso quer dizer é que você só pode fazer uso dessas imagens, que caiam entre algumas dessas limitadas categorias. Como:
  • Você tirou a foto você mesmo
  • Você comprou a foto de uma rede de Stockphoto sites, como iStockphotoGetty Images, e Shutter Stock, o que rapidamente fica super caro
  • Ou a imagem é especificamente marcada para o uso comercial grátis e com o direito de modificação
Existem alguns sites que te dão o direito de usar as imagens e outros tipos de mídia pela Internet.
Aqui são alguns desses sites:
  • Creative Commons: Deixa você procurar por imagens e outros tipos de mídia que possam ser usadas e modificadas para o uso de blogers
  • Stock.xchng: Um site de imagens de graça, o dono desse site é o Getty Images
  • Dreamstime.com: Outro site de imagens de stockphotos. Mas muito cuidado com esse site, porque as imagens do topo da página são de graça, mas as debaixo NÃO.
Existe algum tipo de restrição com o uso de imagens grátis?
Sim, existem direitos autorais, mesmo com as imagens grátis. Antes de você colocar uma imagem no seu site, você precisa verificar com muito cuidado a licença associada à essa imagem. Por examplo: algumas imagens somente podem ser usadas com o formato original e algumas podem ser modificadas para o uso do seu site. A maioria das imagens tem licença proibida para o uso de venda e de redistribuição da imagem. A licença mais comum requerida é que você visivelmente atribua aquela imagem ao seu autor, com um link direto para o site do dono da foto.
Às vezes se torna muito tentador o simples fato de usar uma imagem que você achou no Google Imagens ou no Flickr, mas será que vale a pena se arriscar por meras imagens?! Então por que nao tirar a foto você mesmo, e virar o autor da sua própria imagem! Ficando dentro da lei é sempre a melhor opção.

Libre Soy


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Deixou saudade

Marilyn Monroe morreu no dia 5 de agosto de 1962, enquanto dormia.
 


A versão oficial, divulgada pela imprensa, informou que a atriz teve uma overdose de medicamentos calmantes. Mas existem teorias conspiratórias que ligam sua morte ao presidente John Kennedy e a perseguições da CIA. Marilyn, que seria amante de John (e de seu irmão, Robert Kennedy), teria ligado para o político momentos antes de morrer.

domingo, 3 de agosto de 2014

"Expressões nordestinas"

Iniciei o curso de Artes Cênicas e logo de cara a proposta foi uma peça onde o texto se desenvolve no nordeste. Recorri ao google para buscar conhecimento sobre a cultura do povo nordestino. Em um post é possível compartilhar apenas um resumo da história do nordeste. Mas o que me chamou atenção foi a riqueza da cultura oral, o "sotaque", as expressões nordestinas.

 
Começo a falar sobre o assunto tomando a princípio duas das mais famosas expressões nordestinas, expressões que muitas vezes são tidas como símbolo maior da "ignorância" (não sei por que logo "ignorância", mas enfim) nordestina: nomeadamente, o "oxe" e o "vixe". Para quaisquer dúvidas inciais, a palavra "oxe" (diminutivo de "oxente") tem seu significado proveniente de "ó gente", e expressa sensação de estranheza para os habitantes do Nordeste brasileiro. Embora muitos não saibam, assim como as palavras "vixe" e "vige" (provenientes de "vixe Maria"), que por sua vez vêm de "virgem Maria" (expressando espanto), "oxente" na verdade já vem dos antigos sotaques do Portugal nortenho, mais precisamente dos portugueses transmontanos e alto minhotos que migraram ao Nordeste ainda nos tempos de colônia; além de vir também dos dialetos das várias levas de galegos (povo proveniente do Noroeste da Espanha) que vieram ao Brasil. Nas províncias portuguesas de Trás-os-Montes e Alto Minho, em muitos lugares é comum falar "paxar", em vez de "passar"; "raxo", em vez de "raso", "xente", em vez de "gente", e "virxe" ao invés de "virgem" etc. Na língua galega, tais formas são tidas inclusive como, mais que meras formas de sotaque, as oficiais pela academia que rege a língua, sendo comum ouvir-se pela região gritos de "ó xente" (ó gente).
Para se verificar melhor essa relação, veja-se que em muitas regiões do Nordeste do Brasil, "galego" é o termo mais popular para identificar pessoas com aparência norte-europeia, tal como os vocábulos "alemão" e "russo" são usados em São Paulo. Isso ocorre principalmente porque no Nordeste os alemães não marcaram tanta presença, e portanto durante o período colonial até a primeira metade do século XX, as pessoas mais claras eram majoritariamente do Portugal do Norte e da fronteira Galega, onde as pessoas são por natureza mais alvas e de cabelos mais claros. Isso até por fatores referentes à história da povoação de ambas as regiões, majoritariamente composta de tribos celtas, como os brácaros (oriundos da região de Braga, Portugal) e os celtiberos (que inclusive saíram daquela área para colonizar as ilhas britânicas anos mais tarde, mas esta é outra história), além dos posteriores povos germânicos,notadamente os suevos, não havendo ali significante presença moura. É curioso que no Nordeste seja corriqueiro o uso da palavra "galego" para designar pessoas com tais características, mas que pouco se saiba sobre a origem dessa palavra, que tão claramente nos remete à Galiza espanhola. Muita gente acredita que a grande incidência de pessoas com caracteres norte-europeus (cabelos e olhos claros) no interior do Nordeste do Brasil (principalmente nas áreas interiores dos estados de Pernambuco e Paraíba) se deve sobretudo aos holandeses que teriam fugido sertão adentro na época da reconquista portuguesa. Esta tese não deve ser descartada; pelo contrário, é muito plausível. Apesar da carência de provas documentadas sobre as famílias flamengas no interior (até porque eram fugidas, logo não queriam dizer aos quatro cantos que eram estrangeiras, e por conseguinte preferiram ir aos lugarejos mais isolados), temos vários indícios revelando a razoabilidade dessa teoria, tais como as tradições orais do povo, além da aparência. Porém tal tese se complementa melhor também pela da imigração galega.
O Sul da Galiza mandou ao longo de séculos muitos colonos ao Brasil, sendo quase impossível determinar quantos brasileiros possuem ao menos um ancestral galego hoje em dia. É sabido que o português do Brasil (ao menos em sua fonética) é mais fiel ao português arcaico (parecido com o galego) do que ao português de Portugal, daí que muitas vezes seja mais fácil para nós entendermos um habitante da Galiza do que um luso (se falarmos dos açorianos então, aí nem se discute). Palavras das mais diversas, comuns no falar simples dos interiores do Brasil (muitas vezes tidas como simples expressões de ignorância por parte das camadas mais humildes), vêm comprovar as heranças linguísticas peculiares.
O tido como tão nordestino "cabra", por sua vez é outro termo que é originário da influência do português falado no Nordeste brasileiro nos tempos de colônia. O comum "cabra da mulesta", por exemplo, vem de "cabra da 'moléstia'" (o "o" átono torna-se um "o" puxado ao som de "u", como é comum em Portugal), que por sua vez vem de "'cabrão' da moléstia". "Moléstia", coisa ruim, perigosa, doença... como é sabido por todos. Já "cabrão", em várias regiões de Portugal, é o mesmo que homem ruim, mais comumente -safado-. Na península Ibérica essa palavra (modificada de acordo com os devidos dialetos regionais) é muito usada para chamar alguém de "coisa ruim" ou algo do gênero; basta ver também a forma espanhola "cabrón", "cabrón de mierda", etc. e sua etimologia. No Nordeste do Brasil ao longo do tempo mudou-se a palavra de "cabrão" para "cabra". "Cabra da mulesta", "cabra da peste", querem dizer em síntese alguém valente, perigoso, forte. Nada se tem a ver com o animal. Muitas vezes algumas pessoas que nunca nem no Sertão já pisaram querem dar uma etimologia como que teatral à palavra. Frequentemente se vê um desinformado, convicto de suas credenciais só porque é professor doutor da Universidade de Algum Lugar do Sul, opinar aqui e ali que a palavra se dá em razão de o "homem nordestino" (o tal "homem nordestino", aquele dos filmes e novelas sudestinos, que não somos nós) ser, por exemplo, "forte que nem cabra", e outras dessas coisas que na verdade, por mais que possam não parecer à primeira vista, revelam uma visão um tanto estereotipada da região e de seu povo (como se Nordeste fosse só Sertão das secas brabas e vaqueiros perecendo sob o Sol e a palma). A palavra viria, segundo eles, em razão de o homem nordestino ser forte como cabra, muito forte, porque é "sertanejo que sobrevive superando todos os sofrimentos, da dentição difícil, do sarampo certo, da caxumba, da desidratação inevitável, da catapora, da coqueluche e do amarelão, e de tudo mais que atormenta a vida de um cristão nascido no Nordeste"... e de todo mais aquele bafafá estereotipado que já nos cansa os ouvidos como nordestinos normais, e não meros coitados, como gosta-se de pintar.
Outro ponto que merece ser valorizado é o que diz respeito ao famoso "visse" nordestino. Na verdade este é outro resquício linguístico que nos remete ao português mais tradicional. É do "viste" e do "ouviste", de fato, que vem o tão comum "visse". Em alguns lugares de Portugal se pergunta com frequência em fim de frase: "viste?" "ouviste?"; bem como em muitos lugares da Espanha: ¿viste?, ¿viste tú?. Aqui tornaram-se o "visse", "viss?" ("viss", isso mesmo, não aquele negócio estranho, aquele "vissíí" tão consagrado por Suzanas Vieras e relacionados). Trata-se apenas dum resquício da conjugação correta dos verbos na segunda pessoa que permanece no Nordeste, embora adaptada a um sotaque regional; forma que no Sul já não existe mais (ao menos popularmente) tendo lá o "tu" uma conjugação -sempre- associada à terceira pessoa (a que se associa ao "você"): "tu falou", "tu pagou", "tu comprou" (confundindo-se com "você falou", "você comprou", etc.). No Nordeste só se mudou a pronúncia do "t", que passou a ser mais imperceptível adequando-se à característica limpa e como que seca geral dos sotaques da região (aos das áreas de letras e essas coisas, não vou ficar aqui falando daqueles termos estranhos que ninguém sabe o que quer dizer... "africatos", "palato-linguais", "sub-nasais"... etc. É limpo e seco mesmo e acabou-se) tornando-se um "s". A mesma característica seca que transformou o "v" do "ave Maria" num "f" duro do "afe Maria" (muito conhecido como "aff"). Engraçado... "secura" esta que, confesso, não tenho aqui tantas evidências históricas para afirmar mas, veja-se: de onde parece vir essa peculiaridade nordestina, quando vemos que o "v", no neerlandês, pronuncia-se "f" (assim como no alemão...), e quando vemos que o "te" átono (no neerlandês, equivalente ao som de "tie"), nessa mesma língua, pronuncia-se como o nosso átono "se"...? "Secura", na verdade provável resquício de uma herança flamenga em nossos interiores.
No Nordeste, enfim, é muito comum perguntar-se, por exemplo, "fosse?", "comprasse?", "pagasse?" (como diz Lenine em seu clássico Jack Soul Brasileiro); em vez de "foste?", "compraste?" e "pagaste?". Aí se veem traços duma rica herança histórica. Piadas com o "visse" realmente são de fazer rir: faz-se piada, vejam, afinal, com o português correto.
Da Galiza e do português arcaico falado na época colonial ainda vêm os "tamém", "despois", "ferruge", "tresantonte", "saluço", "entonce", "num" ("não", na Galiza "nom"; em Miranda do Douro, "nun"; nas Astúrias, também "nun"). "Em riba", ao invés de "em cima", "a donde", em vez de "aonde"; "derribar", no lugar de "derrubar". Do português nortenho comum ainda hoje temos o "barrer", em vez de "varrer"; "bassoura", ao invés de "vassoura", e mesmo o muito nordestino "brabo", mais forte que o "bravo".
É comum o nordestino dizer que, quando alguém está agitado ou chateado, está "aperreado". Palavra esta que pode ser vista como simples gíria matuta, feia, à qual sudestinos levantam o nariz. Mal se sabe que na verdade nos leva a um rico português arcaico, em que cachorros eram "perros" (assim como ainda são em espanhol) e estar aperreado queria dizer o mesmo que estar entre "perros". Além disso, ainda também do período de União Ibérica, compreendido entre 1580 a 1640, quando Portugal e Espanha formaram um só país, tendo o Brasil (parte de Portugal no momento) por conseguinte sido domínio espanhol, temos várias formas que revelam um rico intercâmbio entre os colonos portugueses e os espanhóis no momento: formas verbais como "vinhesse" ("viesse"); palavras tidas como matutas, como "oitcho", em vez de "oito" (vindo do castelhano "ocho"), "leiche", em vez de "leite" (do castelhano "leche"), "muintcho", ao invés de "muito" (pelo "mucho"); "pregunta", no lugar de "pergunta", entre tantas outras. São palavras comuns à gente simples, não só de várias localidades do Nordeste, mas também de muitos interiores desse Brasil, que muitas vezes são tidas como simples erros de ignorância, nunca sendo vistas como heranças culturais legítimas passadas de pai para filho através dum povo que ainda não perdeu seus traços tradicionais por ocasião de uma maior "educação" moderna, e que detêm de fato sua riqueza histórica (muitas vezes são é o que caracteriza o popular dito de que "o espanhol seria um português mal falado" ou outro desses preconceitos enraizados).
Tais palavras são apenas alguns exemplos indicadores duma identidade linguística que supõe relacionamentos muito antigos. Tudo isto vem comprovar, na ausência de mais fontes históricas documentadas relacionadas à evolução das formas verbais especificamente, a influência do galego e do Norte de Portugal no linguajar nordestino.
Por consequência da colonização, muitas dessas formas, como "vixe Maria" e "oxente", no Brasil, manifestaram-se originalmente na população mais ao interior do Nordeste, onde vários lugares ficaram por muito tempo mais isolados (até pelas características geográficas e econômicas da região). Daí se terem mantido algumas das particularidades daqueles sotaques nortenho e galego.
A população das capitais nordestinas de zonas mais úmidas, como Recife e Salvador, que sempre usaram uma variante da língua mais puxada às tendências modernas, já usam as expressões por influência do interior. As formas abreviadas "oxe", "oxen" e "vixe" são as mais comuns nas grandes cidades, ao contrário do que acontece em várias das cidades menores do interior do Nordeste, onde as formas completas prevalecem.
É engraçado que evidências tão claras, até óbvias, sobre a herança do falar regional não sejam reconhecidas ou sequer notadas por grande parte da população. Tanto brasileira no geral como mesmo a nordestina em si, as quais em vez de valorizar o sotaque e a tradição procurando por material consistente para isso, dedicam-se a debates intermináveis sobre a etimologia de várias palavras que no fim só nos levam a invenções e explicações fajutas, e por muitas vezes cômicas (alguns dizem que "forró", do velho "forrobodó", viria de "for all", nada mais falso. Outros chegam, pior, ao extremo de dizer que "oxente", na verdade viria de "oh shit", por causa de soldados americanos etc.), apenas demonstrando sua falta de conhecimento histórico em relação ao nosso país e às raízes do povo. Além da sua tendência contemporânea ao anglicismo, sempre visto com preponderância sobre a nossa própria História. Definições que só vêm contribuir para a perpetuação do estigma dum Nordeste subserviente, burro da cabeça chata. Esquece-se que o povo brasileiro não é só uma mistura de raças que surgiu magicamente a partir dos 1500 e virou uma coisa própria. No Brasil não há conhecimento relevante ou sequer interesse por parte da população sobre sua própria História verdadeira. Se sabe apenas que houve índios, negros e portugueses. Quem sabe dizer quais tribos habitavam a região onde moram? De que região da África são os tais ancestrais negros cuja identidade muitos defendem a todo custo por aí em movimentos de negritude (com argumentos muitas vezes hipócritas, tem-se que dizer)? Quem eram (ou mesmo são) os portugueses? Ninguém sabe no país. Por isso nem se sabe da existência do povo galego, quem foram nossos antepassados, o que é de fato nossa forma de falar, quem somos no país, de onde viemos mesmo. Quem somos nós, enfim.
Mas voltando ao âmbito da geopolítica, apesar de toda a legitimidade e riqueza aqui demonstrada, tem-se hoje no eixo meridional brasileiro uma visão de que os sotaques das áreas interiores e das áreas mais ao Norte não passam de corruptelas do português sudestino, este o dito "bonito", mais civilizado, e o preferido por todos os meios de comunicação do país (embora eu não saiba quando ao certo, e de onde, vieram concepções tão deturpadas. Talvez saiba, parece-me que toda esta concepção de variante mais culta ou mais matuta, comum a quase todos os povos do mundo com línguas suficientemente grandes para tal, não passam de pura ilusão formada pela propaganda do meio regional mais em destaque em direção ao meio regional menos favorecido). Se há corruptelas, a do Norte que certamente não é. Embora na verdade, o português do Nordeste (e por conseguinte do Norte), no Brasil estabelecido antes do sudestino, seja tão mais preservado e fiel em relação às variantes ibéricas tradicionais (veja-se, por exemplo, o uso do "t" e do "d" junto ao "i" no nordeste nordestino. Especificamente: Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde se diz "ti" e "di", e não os comuns sudestinos "txi" e "dji", invenções do eixo Sul guarani brasileiro) e traga tão mais indícios duma herança secular legítima da lingua portuguesa e seus vários gradientes, trata-se hoje duma variante vista por muitos como algo "feio", que deve ser mudado, apenas alvo de simples desdém.
Muitas pessoas que não param para reparar no mundo à sual volta talvez achem que comentários sobre variantes das formas de falar não passariam de detalhes inúteis à vida prática. Mas percebo que na verdade a língua, assim como qualquer outro fator cultural, apresenta-se como ponto crucial no que determina a dominação de uma região por outra, usando-se da instauração, por meio da imposição de mentalidade, da estima fraca às populações mais àmargem, que têm sua identidade deturpada para depois ser ridicularizada. Trata-se dum assunto voltado para a área linguística, mas que não deixa de ter grandes implicações políticas, e sobretudo (e mais importante) práticas. Sobre esse ponto é até cabível a exposição de uma passagem histórica conhecida na qual Elio Antonio de Nebrija, à época dos grandes descobrimentos espanhóis, organizou a primeira gramática duma língua moderna, a Gramática Castelhana, como presente à Rainha Isabel de Castela. Ao entregá-la, disse do que se tratava a obra, e a rainha, meio desdenhosa, respondeu-lhe: "para quê preciso disso, se já sei falar a língua?" Nebrija sagazmente lhe respondeu: "porque as línguas sempre foram companheiras dos impérios".
De acordo com o estudioso, através da língua é que seria possível manter a unidade e o controle sobre os povos conquistados, bem como seria por ela que a empresa de destruir as culturas locais seria facilitada. Nada mais coerente com o que se tem visto desde aqueles tempos até os dias atuais. A propaganda é tudo no que diz respeito à mentalidade dos povos. E assim como a propaganda ao longo dos anos fez do Nordeste e de seu sotaque algo visto muitas vezes através duma visão caricata, também podemos nós nos valer dessa mesma propaganda para incutir (...ou desincutir, se pensarmos bem) em todos uma visão totalmente oposta, que valorize nosso patrimônio e que traga a cada um mais apreço em relação à região Nordeste e à sua História (material em potencial, como foi visto, não falta); o que, associado a vários outros fatores da mesma ordem, por conseguinte contribuiria para nos trazer maior crescimento e desenvolvimento, e enfim uma terra a que se pode chamar, por todos os vieses, de decente.
Valorizemos todos enfim nossa forma de falar. É nobre, é rica, é pura (não põe todas as vogais do alfabeto entre uma consoante e outra, como algumas aí meio assoberbadas ...porque mostraram ao mundo o que é a Cidade de Deus), sendo ao menos a mim engraçado é ouvir piadas em relação a ela, e o pior, de gente sem eira nem beira, a bem da verdade. O sotaque nordestino e todas as suas manifestações traz consigo vários significados antigos e que merecem respeito e nota. O sotaque do Nordeste, além da forma como nos identificamos oralmente, também é uma fonte incontestável da História da região.
Não preciso terminar aqui escrevendo uma frase forçada usando as nossas expressões mais estereotipadas e "arretadas" (...engraçado que eu sempre usei essa palavra mais para dizer que estou muito irritado do que para dizer que uma coisa é "muito boa", como é a forma tão mais divulgada pelo país. Só sou eu...? Tenho essa curiosidade... Enfim) para criar de improviso um sentimento de pertença como muitos fazem por aí quando falam em "defender" o Nordeste. Não é preciso porque este sentimento de pertença já existe, o Nordeste tem uma cultura comum; e porque sabemos como falamos. Não precisamos por nosso orgulho regional também exagerar e nos passar por caricatos que fazem jus às piadas, não precisamos também encher o saco de ninguém por aí afora dizendo: "olha, sou do Nordeste, sou do Nordeste, minha terra!!! ...e as cabras, e a fome!!! ...e a ladainha da palma na terra rachada!!! Que saudade da minha terra!!!" (quando vai ver esses é que são os mais hipócritas: "amam a terra", têm saudade mas não pisam nela há mais de década só passeando na boa por São Paulo). Sabemos que não somos também figuras teatrais dum Auto da Compadecida (ótimo filme, mas apenas isso, filme) para acatar mansamente aos estereótipos sustentados por aqueles que dos nordestinos gostam de fazer piada. Assim é que se impõe a maneira de ser: sendo nós mesmos. Não atendendo forçadamente ao estereótipo do coitado, morto de fome, ou o da galera do "Ó Paí Ó"...
Basta que nós, como verdadeiros brasileiros do Nordeste, valorizemos o que é genuinamente nosso, nosso povo e nossa forma de falar; e achemos enfim estranho que, por exemplo, repórteres que não consigam se expressar em sotaque sudestino não sejam contratados pelos jornais locais (quem dirá nacionais), ou que intérpretes nordestinos sejam discrimidados em conferências. Que o sotaque nordestino seja associado a falta de credibilidade, entre tantas outras coisas do tipo. Sempre de forma natural, nunca vestindo a carapuça.
Não desmerecendo os falares das outras regiões, pelo contrário, valorizando nossas diferenças regionais. Apenas percebo que em relação àqueles o falar dos nordestinos (e sublinhe-se aqui que o Nordeste não tem apenas um sotaque, mas vários sotaques: embora todos igualmente ignorados) é muito escanteado. Tem-se uma grande riqueza oral que deve ser explorada; como a bem da verdade se apresenta tudo neste país. Temos muitos recursos fabulosos, muitas vezes desconhecidos pela população, correndo até o risco de se perderem, e que acabam por não ser explorados. Isso tanto no âmbito linguístico, como no cultural, natural, econômico, profissional, educacional, e por aí se vai."

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Queridinho do You Tube


O trailer do filme "Cinquenta tons de cinza" é o mais visto do ano, ultrapassando 36 milhões de visualizações no YouTube em apenas cinco dias. As informações são do site da revista "The Hollywood Reporter", com base na empresa de tecnologia Zefr. O vídeo superou o trailer de "Tartarugas ninja", que alcançou 31 milhões de visualizações em sua primeira semana, e das superproduções "Godzilla" e "Transformers: A era da extinção", que conseguiram 26,3 milhões de visualizações em seu período de lançamento.
Além disso, "Cinquenta tons de cinza" é o longa com o melhor desempenho em redes sociais no ano até agora, segundo dados da consultoria ListenFirstMedia publicados pelo site da revista “Variety”.
Nas primeiras 24 horas após ter sido lançado, o trailer do longa alcançou 1,2 milhão de “curtidas” no Facebook. Os perfis do filme na rede social, no microblog Twitter e no aplicativo
Instagram
ganharam 986 mil seguidores nesse período. Com isso, “50 tons de cinza” alcançou 3,9 milhões de fãs.
Assista acima ao trailer legendado de 'Cinquenta tons de cinza'.
Com 2 minutos e 24 segundos de duração, o vídeo de início apresenta o primeiro encontro entre os protagonistas (até aquele momento, desconhecidos um do outro). O futuro casal é formado pelo milionário sedutor e dominador Christian Grey (Jamie Dornan) e pela ingênua estudante de literatura Anastasia Steele (Dakota Johnson). A serviço de um jornal, ela vai até a empresa dele para entrevistá-lo.
O filme também foi assunto de conversas nessas redes. Só no Twitter, foi mencionado 374 mil vezes nessas 24 horas. O filme “A Culpa é das Estrelas”, em comparação, foi citado em 237 mil mensagens no microblog no mesmo período.
O elenco do filme tem ainda o ator Luke Grimes e a cantora Rita Ora, interpretando, respectivamente, Elliot e Mia Grey, irmãos adotivos de Christian.


Soltando a voz!!!

Exercícios básicos para iniciante no Canto Artístico
1)-Técnicas para os lábios

Esse exercício é feito com a vibração dos lábios. Para isso, deve-se levar os lábios à frente, elevando o diafragma, para que este sirva de apoio na execução do exercício. O resultado deste, lembra a pronúncia conjunta das letras BR e poderíamos compará-lo a uma imitação do ronco do motor de uma moto.

2)-Técnica da língua

Esta técnica é realizada com a vibração da língua, lembrando uma pronuncia exagerada da letra R. Para a execução desta técnica, também deve-se elevar o diafragma fazendo com que este proporcione um bom apoio. O som deste exercício nos faz lembrar uma hélice de helicóptero em movimento.Procure passear com estas técnicas por regiões graves e agudas de sua voz.

3)-Técnicas com a letra M

Este exercício é feito para que, em princípio, a pessoa sinta a vibração da letra M internamente e, sobretudo, sinta esta ressonância na região das bochechas (caixa de ressonância da voz).

O efeito deste M interno nada mais é do que a própria preparação bocal que fazemos normalmente para que possamos pronunciar palavras que comecem com esta letra, porém, esta preparação será agora prolongada.Para se produzir este M interno corretamente, deve-se cerrar os lábios e imaginar um espaço dentro da boca suficiente para caber uma bola de ping-pong. A ponta da língua deve estar em contato com os dentes frontais superiores e o som do exercício lembra a pronúncia do nº 1, porém prolongado e com a boca fechada.

É preciso tomar cuidado para que a vibração do som não se torne nasal, pois após um tempo de sustentação deste som, com o apoio da elevação do diafragma, a boca se abre lentamente na pronúncia da sílaba MO, prolongando-se o O.

Para uma boa execução deste exercício, sugiro um prolongamento de quatro tempos, marcados pausadamente, para a sustentação do M interno e mais quatro tempos para a sustentação da letra O.Este M interior, é muito utilizado na forma de "mantra" (sons utilizados no processo de meditação, que possuem significados importantes nas religiões orientais) e o ideal é que seja pronunciado como forma de reflexão do som que todos nós possuímos e queremos aprender a usar.Mais uma vez quero ressaltar a importância da elevação do diafragma.

Para isso, você pode, contrair a barriga, descontraindo-a gradativamente a medida que o exercício é realizado e o ar inspirado no início é solto.Quando falo das bochechas com caixa de ressonância, é para concientizá-lo que, trazer a vibração do som exclusivamente para a garganta é um "suicídio vocal" ou seja, um convite a rouquidão ou a aquisição de nódulos vocais, entre outros danos.Por fim, quero colocar que estes exercícios servem como um aquecimento para as cordas vocais, como um início de utilização do diafragma e devem ser feitos descontraidamente, pois desta forma serão incorporados a natural ginga de um bom sambista.É importante alertar que todo estudo vocal deve ser acompanhado de um orientador: o professor de técnica vocal. Principalmente no início, pois é difícil num instrumento tão peculiar e interno, distinguirmos o certo do errado.
Quando se trata de voz, todo cuidado é pouco. É muito fácil adquirirmos maus hábitos vocais e para "consertá-los" muitas vezes se "paga" muito caro. O abuso vocal constante, seja pelo excesso ou mal uso pode acarretar em problemas como: rouquidão, edema, nódulo, ou até mesmo calo nas cordas vocais. Portanto, todo cuidado é pouco!

Como sequência para um estudo diário a sugestão é que se faça na seguinte ordem:
1) Relaxamento e Postura
2) Respiração
3) Vocalises
4) RepertórioPreparar o corpo para o canto é muito importante.

Seja para o estudo vocal, ou antes de uma apresentação. É preciso observar e diferenciar o aquecimento vocal do estudo diário. No aquecimento vocal, que se faz por exemplo nos corais antes de uma apresentação, a preocupação maior é de preparar o aparelho, aquecendo sua musculatura para realização do trabalho vocal. Já o estudo de canto é uma pesquisa. Um aprendizado que se faz através do conhecimento do funcionamento correto de seu aparelho fonador, aliado à uma técnica vocal.

Portanto deve ser feito com consciência, muito critério e cuidado. O tempo de estudo não deve se exceder ao cansaço. É muito mais produtivo, principalmente no início, fazermos poucos minutos de exercícios, algumas vezes por dia, ao invés de estudarmos horas seguidas. A resistência da musculatura vocal vem com o tempo e à medida em que exercitarmos corretamente nosso aparelho vocal. Alguns cantores têm a tendência a forçar a voz por exemplo, em exercícios no agudo, para "acostumar" seu aparelho a emitir esses sons. Isso muitas vezes é feito pela força, causando danos graves futuros.

No canto nada deve ser feito através da força e se isso acontece é porque estamos fazendo algo errado, por falta de uma respiração correta, etc. A técnica é exatamente para não forçarmos nossa voz.Os exercícios de respiração devem ser feitos todos os dias. Assim como um atleta treina seus músculos, o cantor precisa fazê-lo de forma a manter sua musculatura abdominal e intercostal sempre preparada para o apoio vocal, deixando assim de sobregarregar os músculos da laringe.

Só então deve partir para os exercícios vocais propriamente ditos. Os chamados vocalises. Se você fizer uma boa base de relaxamento e respiração antes de cantar, vai perceber o quanto isso já é um grande auxiliar na boa emissão da voz.