sexta-feira, 27 de junho de 2014


Somos uma geração refém do nosso próprio egoísmo, sujeitada a uma rotina que estabelecemos a partir dos nossos interesses pessoais. Em meio a tantas tecnologias desenvolvidas a fim de facilitar a nossa vida, fazendo tudo ser o mais rápido e conveniente possível, ainda assim a falta de tempo se faz presente em nossos lábios como desculpa, mas não justifica o fato de ignorarmos o nosso semelhante. Já se tornou comum presenciar em nosso dia-a-dia, cenas de pessoas dormindo nas ruas com frio, revirando lixeiras com fome e o assustador é que isso não nos causa impacto algum. É uma ilusão acreditar que não temos nada a ver com isso. " Em um mundo onde a luxuria tem reinado, o que justifica a fome? Como pode um país se orgulhar de ser sede da copa do mundo, sem se envergonhar de sua desigualdade social? Vivemos em um país onde o sonho de muitos é comprar um carro zero, já o de outros é tomar o café da manhã." Uma das propostas sugeridas e aderidas pelo governo para combater a miséria é o programa bolsa família. Mas quantos moradores de rua têm sido beneficiados? E isso tem lhes trazido dignidade? Ao invés de receber uma quantia em dinheiro que tem matado sua fome hoje e irá acabar amanhã, ou ser usada indevidamente o que as pessoas precisam e merecem é uma oportunidade.
Em alguns essas cenas geram sentimentos de desprezo, indiferença em outros impotência, revolta e até medo. E felizmente  ainda que em uma porcentagem mínima geram atitudes. E talvez a mais simples das atitudes, seria um olhar apenas. Mas estamos ocupados demais pra isso. Um olhar de igual pra igual, livre de qualquer preconceito. Um olhar consciente de que ali esta um ser humano, assim como eu e você, caro leitor, e não cabe a nós julgarmos o porquê ele está ali, basta enxerga-lo. Porém pra isso é preciso ser solidário. Neste caso ser solidário é ser capaz de entender a expressão de um olhar, é ouvir seu pedido de socorro, sem muitas palavras, é ser sua voz. Afinal poderia ser eu, você, nossos familiares, pessoas que amamos, enfim... Somos todos de carne e osso. Temos sangue correndo nas veias. Um dia nossa existência chegará ao fim e não teremos privilégio algum pela nossa condição social.
" Talvez não caiba a mim mudar a vida, mas se eu puder mudar o dia e ver em um sorriso que o pouco pra mim é o muito de alguém, me realizo de tal forma que chego perto de entender o sentido da minha existência."

          “ Eu sei que lá no fundo, a tanta beleza no mundo, eu só queria enxergar... "
                                       Dançando /Agridoce    #SLE                            

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